Carlos Drummond de Andrade
(1902-1987)

Nascido na cidade de ltabira - MG em 31 de outubro de 1902, desde cedo demonstra habilidade para lidar com a palavra. Aos 13 anos ingressa no Grêmio Dramático e Literário Artur Azevedo, da escola onde estuda, e, ainda adolescente, escreve para o Jornal “Aurora Colegial” do colégio interno em Nova Friburgo!RJ. Aos 20 anos publica seus trabalhos no jornal “Diário de Minas” e nas revistas ‘Para Todos” e “Ilustração Brasileira”. 

Apesar de diplomado pela Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte, Drummond faz da literatura sua profissão. Em 1925 funda “A Revista”, que se torna o porta-voz do modernismo mineiro. 

Ao longo de sua vida, Drummond recebe diversos prêmios por sua obra, destacando-se o Estácio de Sá (jornalismo), o Fernando Chinaglia, da União Brasileira de Escritores, o Morgado Mateus (Portugal-poesia) e o Padre Ventura do Círculo Independente de Críticos Teatrais. Colaborador de inúmeros jornais e revistas, participa de antologias e tem sua obra traduzida em vários países. Participa de uma série de programas na Rádio Ministério da Educação de entrevistas e do programa “Quadrante”, nesta mesma rádio. 

Fazendo uma poesia que “articula um protótipo do mundo moderno - o gauche” (Affonso Romano de Sant’Anna), esse admirável “anjo torto” espelha em sua obra o embate que permeia toda a sua vida: de um lado o desejo de mudanças político-sociais, de outro, a simpatia por valores da tradição. Dentro deste embate, o poeta vive com dilaceramento e também com distanciamento a relação de suas origens mineiras e o mundo. Buscando refletir o seu tempo presente sem abandonar o contexto maior da humanidade, Drummond torna-se um dos maiores e inesquecíveis poetas do Brasil. 

Seu falecimento ocorreu na cidade do Rio de Janeiro - RJ, em 17 de agosto de 1987. 

Obras

POESIA
Alguma Poesia (1930) 
Brejo das Almas (1934) 
Sentimento do Mundo (1940) 
José (1942) 
A Rosa do Povo (1945) 
Novos Poemas (1948) 
A Mesa (1951) 
Claro Enigma (1951) 
Viola de Bolso (1952) 
Fazendeiro do Ar (1954) 
Soneto da Buquinagem (1955) 
Ciclo (1957) 
A Vida Passada a Limpo (1959) 
Lição de Coisas (1962) 
Viola de Bolso II (1964) 
Versiprosa - Crônicas em verso (1967) 
José & Outros (1967) 
Boitempo & A Falta que Ama (1968) 
Nudez (1968) 
Reunião (1969) 
As Impurezas do Branco (1973) 
Menino Antigo - Boitempo II (1973) 
A Visita (1977) 
Discurso de Primavera e Algumas Sombras (1977) 
O Marginal Clorindo Gato (1978) 
Esquecer Para Lembrar - Boitempo III (1979) 
A Paixão Medida (1980) 
Nova Reunião (1983) 
Corpo (1984) 
Amar se Aprende Amando (1985) 
Poesia Errante (1988) 
O Amor Natural (1992) 

ANTOLOGIAS POÉTICAS
50 Poemas Escolhidos pelo Autor (1956) 
Antologia Poética (1962) 
Antologia Poética (1965) 
Seleta em Prosa e Verso (1971) 
Amor, Amores (1975) 
Carmina Drummondiana (1982) 
Boitempo I e Boitempo II (1987) 

INFANTIS 
O Elefante (1983) 
História de Dois Amores (1985) 

EDIÇÕES DE POESIAS REUNIDAS
Poesias (1942) 
Poesia até Agora (1948) 
Fazendeiro do Ar & Poesia até Agora (1954) 
Poemas (1959) 
Reunião - Dez livros de poesias (1969) 
Nova Reunião - Dezenove livros de poesias (1983) 

PROSA
Confissões de Minas - Artigos e crônicas (1944) 
O Gerente - Contos (1945) 
Contos de Aprendiz (1951) 
Passeios na Ilha - Artigos e crônicas (1952) 
Fala, Amendoeira - Crônicas (1957) 
A Bolsa & A Vida - Crônicas em verso e prosa (1962) 
Cadeira de Balanço - Crônicas (1966) 
Caminhos de João Brandão - Crônicas em verso e prosa (1970) 
O Poder Ultrajovem e mais 79 textos em verso e prosa (1972) 
De Notícias e Não Notícias Faz-se a Crônica (1974) 
Os Dias Lindos - Crônicas (1977) 
70 Historinhas (1978) 
Contos Plausíveis (1981) 
Boca de Luar (1984) 
O Observador no Escritório - Diário (1985) 
Tempo Vida Poesia (1986) 
Moça Deitada na Grama - Crônicas (1987) 
O Avesso das Coisas - Aforismos (1988) 
Auto-Retrato e Outras Crônicas - Crônicas (1989) 

CONJUNTO DE OBRA
Obra Completa - Com estudo de Emanuel de Moraes (1964) 

ANTOLOGIAS DIVERSAS
Rio de Janeiro em Prosa & Verso - Em colaboração com Manuel Bandeira (1965) 
Andorinha, Andorinha - Prosa (de Manuel Bandeira), seleção e coordenação de textos por CDA (1966) 
Uma Pedra no Meio do Caminho - Biografia de um poema, com estudo de Arnaldo Saraiva (1967) 
Minas Gerais (1967) 

Leia o poema José para compreender melhor por que Drummond é um poeta importante. E que deu origem ao nome deste site.

 

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